Ontem estive conversando com minha mãe.
Percebi o quanto longe dela eu estava.
Filho desnaturado, cedo sai de perto e hoje não consigo reconhecê-la – Nem ao menos sua feição.
Parecia viver algo bom. Tempos modernos. Tempos de credulidade.
Tempestade em copo d’agua, tudo foi ralo abaixo.
Gelo e dois dedos de água quente.
Noite em claro. Celular desligado.
Quarto sujo.
Hoje percebo que a máxima é recíproca e verdadeira – criatura difícil sou eu,
de se entender
de se relacionar.
Não sei bem por onde essa verdade vai me levar,
Espero que não me faça perder mais coisas do que já perdi,
E deixar de fazer o que realmente quis fazer.
Amigos de hoje,
Amigos de outrem,
Por onde os encontrei?
Agora dois dedos de cachaça e mel.
Ah, e um cigarro!
Sinto-me tão bem, dia azul, sol brilhante,
assim como no dia que morri.
[risos miudinhos]
[cinismo]
Estou de volta.
Aqui me tens de regresso!
Nenhum comentário:
Postar um comentário