Estive um bom tempo sem escrever nada.
Não tinha mais aquela inspiração primeira, que me fez produzir histórias picantes na madrugada.
Passei do sexo, morte e sangue ... para a auto falácia e autobiografia.
Não sei dizer, mas parece que não sei mais escrever. Desde quando parei de sentir a dor que me motivava... sim uma espécie de dor inspiradora. Sabe um aperto no peito? Um frio na barriga? Junto com a solidão da noite? Me coçava toda enquanto não escrevia.
Eram minhas forças motrizes.
Mas voltando, a verdade é que não sei mais escrever. Tudo que escrevo parece não ter importância, valor, sentido.
De catarse criei um relicário de palavras mal organizadas, sem sentido e que não dizem nada com nada! Como dizem por ai.
Busco por histórias como de Zenaide, Valentina (que nem gosto tanto), Pedro (minha obra prima) e Zana. E eu não as copiei de blogs alheiros (risos) como já me perguntaram, eu as criei. Não sei mais fazer assim.
Com certeza, durante o mês de junho foi pior. Estava mal, despedaçada, com pensamentos fragmentados. Mesmo assim, coloquei tudo ai. Não recebi uma ligação dizendo: “Isto está muito ruim, deleta tudo”. Porque estava mesmo (risos).
Hoje tudo que penso, soa tão repetitivo ou acadêmico demais.
Estou na fase das explicações, preciso explicar constantemente, sinto-me com 5 ou 6 anos, (re)olhando o mundo, aprendendo a cada dia(noite).
Paro para observar as formigas em caminho...
O que a água da chuva leva pela lava...
Uma redescoberta as avessas! Uma espécie de Benjamin Button dos pensamentos. A propósito esse é um bom título.
Mas uma coisa eu sei, sendo bom ou não, fazendo sentido ou não, não consigo parar de escrever... Bom, bom? Eu não sei. Mas é desafiador.
Barão da Ralé

2 comentários:
É tenho estado travada, não tão desafiadora...preciso retomar... e esse seu texto meio que despertou isto novamente. Barão, nunca pare de produzir! =)
GRata!
Ah Denise, o maior desejo do Barão é produzir sempre, mas os dias estão turvos para a escrita e corridos para a vida!! Mais sempre que posso coloco algo novo ai. Obrigada mais uma vez pelo incentivo.
Abraços.
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