Nas esquinas da vida...

"Se o tivesse escrito para procurar o favor do mundo eu teria me ornado de belezas emprestadas ou teria me apresentado com minha melhor pose. Quero que me vejam aqui no meu modo de ser simples, natural e ordinário, sem afetação nem artifício: é a mim mesmo que pinto". (M. de M.)

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma redescoberta as avessas!




Estive um bom tempo sem escrever nada.
Não tinha mais aquela inspiração primeira, que me fez produzir histórias picantes na madrugada.
Passei do sexo, morte e sangue ... para a auto falácia e autobiografia.
Não sei dizer, mas parece que não sei mais escrever. Desde quando parei de sentir a dor que me motivava... sim uma espécie de dor inspiradora. Sabe um  aperto no peito? Um frio na barriga? Junto com a solidão da noite? Me coçava toda enquanto não escrevia.
Eram minhas forças motrizes.
Mas voltando, a verdade é que não sei mais escrever. Tudo que escrevo parece não ter importância, valor, sentido.
De catarse criei um relicário de palavras mal organizadas, sem sentido e que não dizem nada com nada! Como dizem por ai.
Busco por histórias como de Zenaide, Valentina (que nem gosto tanto), Pedro (minha obra prima) e Zana. E eu não as copiei de blogs alheiros (risos) como já me perguntaram, eu as criei. Não sei mais fazer assim.
Com certeza, durante o mês de junho foi pior. Estava mal, despedaçada, com pensamentos fragmentados.  Mesmo assim, coloquei tudo ai. Não recebi uma ligação dizendo: “Isto está muito ruim, deleta tudo”. Porque estava mesmo (risos).
Hoje tudo que penso, soa tão repetitivo ou acadêmico demais.
Estou na fase das explicações, preciso explicar constantemente, sinto-me com 5 ou 6 anos, (re)olhando o mundo, aprendendo a cada dia(noite).
Paro para observar as formigas em caminho...
O que a água da chuva leva pela lava...
Uma redescoberta as avessas! Uma espécie de Benjamin Button dos pensamentos. A propósito esse é um bom título.
Mas uma coisa eu sei, sendo bom ou não, fazendo sentido ou não, não consigo parar de escrever... Bom, bom? Eu não sei. Mas é desafiador.

  


Barão da Ralé

2 comentários:

Anônimo disse...

É tenho estado travada, não tão desafiadora...preciso retomar... e esse seu texto meio que despertou isto novamente. Barão, nunca pare de produzir! =)

GRata!

Barão da Ralé disse...

Ah Denise, o maior desejo do Barão é produzir sempre, mas os dias estão turvos para a escrita e corridos para a vida!! Mais sempre que posso coloco algo novo ai. Obrigada mais uma vez pelo incentivo.
Abraços.